22 de jul. de 2010

A guitarra imaginária.

Com as pernas esticadas, ouvindo aquele meu clássico rock que fala sobre morte e amores que nunca deram certo, aquela voz que gritava oras com ódio oras com dor, olhava para o por do sol que eu não consiguia ver da minha janela, mas que podia imaginar olhando por aquele pedacinho de céu... E logo comecei a pronunciar as coisas que vinham sem sentido de minha cabeça:

A dor está longe de ser quem ela é, poís, questionamos tanto que até esquecemos quem somos nós mesmos. Afinal, de onde surgem tanta perguntas sem respostas? Ou será que são as respostas que eu não quero encontrar e não contrario que seria, as perguntas que quero responder?
Olho profundamente pra tudo isso e não entendo mais nínguem, além de mim mesmo, já não sou mais aquele "o seu pior amigo: Moleque" agora sou nada mais que um depressivo que olhava o lindo por do sol que não podia ser visto dali. E dai? Feliz, eu sou, mas naquele momento era apenas um guitarrista tocando um solo com uma garrafa de wisky ao lado. E as perguntas não se calavam... Podia sair dali e começar brigar com meu próprio "eu", mas diabos, do que eu sou feito? De uma dor insuperavel ou de um cara feliz com uma namorada perfeita que também tem uma dor insuperavel, mas parece que o dela é uma pura ilusão de ótica, por que, todos passam por ali e ninguem percebe a dor atrás da vitrine que esconde magicamente todos os segredos de uma história deixada para trás para um mundo voltar a rodar. E do outro lado... Você esta apaixonada? Ou você escreve para o Darth Vader? Ou esta escrevendo para mim? Posso ler todos os posts e interpretar de todos e para todos... Mas qual é o verdadeiro? Eu sei que isso não da minha conta, até por que, eu não fui diretamente te perguntar, e nem irei, apenas queria registrar um momento confuso que vivo.

Falando nisso Darh veio falar comigo... Me pediu trégua, e disse que estava certo, mas ainda me pergunto... Trégua? QUANDO!?

E para isso sair da minha cabeça, ainda posso sentir os meus toques em você tentando atravessar você... Era tão estranho como estar escrevendo sobre isso, tão quase estranho como nosso único beijo.

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